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COMO O RACISMO APARECE NA PSICOTERAPIA?

  • marjorietischer
  • 4 de abr. de 2023
  • 2 min de leitura

Como os efeitos das diferentes formas de racismo podem aparecer na psicoterapia? De que formas um profissional pode identificar que as queixas do paciente têm relação com o racismo?


Muitas vezes as queixas e demandas da população negra na terapia estão relacionadas a dificuldades e insucessos em ambientes educacionais e profissionais e/ou nas relações interpessoais e afetivas.


Por ex., uma paciente pode queixar-se do seu trabalho, dizendo que não se sente capaz de realizar suas funções e que tem um medo constante de ser demitida. No trabalho ela enfrenta fortes críticas dos seus superiores, desconfiança dos clientes e não possui colegas próximos.


Um adolescente pode queixar-se de que não vai bem na escola porque não consegue prestar atenção na aula. Ele diz que foca em se esforçar p/ que ninguém note a sua presença, assim evitando piadas relacionadas a sua aparência.


Uma mulher pode queixar-se de que o parceiro (branco) não a apresenta para a família dele e que não faz planos p/ o futuro juntos. Além disso, ela se sente muito insegura quando eles saem para lugares com outras mulheres mais bonitas e interessantes que ela.


Todas essas situações estão relacionadas ao racismo e provocam impacto na saúde física e mental da população negra. Os indivíduos negros costumam associar-se a características negativas, como "feio", "burro", "incapaz". Os sentimentos de inadequação, insegurança e incompetência juntamente com a baixa autoestima e maiores níveis de estresse podem provocar quadros clínicos de transtornos graves como ansiedade e depressão.


Como o psicólogo pode lidar com essas queixas?


Primeiro: el@ deve reconhecer e validar que as queixas estão relacionadas a efeitos do racismo. Algumas vezes o próprio paciente vai explicitar que o seu sofrimento é consequência do racismo e outras vezes você pode ajudá-lo a identificar.


A partir daí, o profissional pode auxiliar no reconhecimento da identidade racial, das potencialidades, dos interesses e sentimentos do paciente. Incentivando a criação ou fortalecimento da rede de socioafetiva do paciente através de contato com grupos de apoio, grupos de ativismo e até mesmo com o próprio círculo familiar, desenvolvendo a sensação de pertencimento e de confiança p/ compartilhar suas experiências enquanto pessoa negra. O fortalecimento de vínculos pode ajudar a elevar os níveis da autoestima do indivíduo. O psicoterapeuta também pode trabalhar com estratégias de enfrentamento das violências raciais e formas de autocuidado.


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