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AUTOSSABOTAGEM: É uma cilada, Bino!

  • marjorietischer
  • 4 de abr. de 2023
  • 2 min de leitura

Quantas vezes você já ouviu um amigo lamentar de um trabalho acadêmico que ficaria mal escrito antes mesmo de iniciá-lo? Ou a sua amiga dizer que conseguiu o emprego "ao acaso"? Esse são tipos de comportamentos autossabotadores.


A autossabotagem se caracteriza por comportamentos voluntários/involuntários que criam obstáculos que nos limitam ou impedem de alcançar objetivos e realizar tarefas. A autossabotagem pode afetar diversas áreas da vida, podendo resultar em frustração, raiva, depressão, ansiedade, obesidade e sintomas psicossomáticos.


Os comportamentos de autossabotagem costumam ser um "mecanismo de proteção" contra experiências dolorosas e sofrimento psíquico. Ou seja, utilizamos da autossabotagem p/ evitar enfrentar o desconhecido, os fracassos e os conflitos. Entretanto essa "proteção" acaba nos prejudicando e reforçando crenças equivocadas que temos de nós mesmos.


A origem desses comportamentos está nessas crenças que fomos estabelecendo ao longo do desenvolvimento. Esse sistema de crenças está ligado às nossas experiências, contexto social e relações familiares. Os comportamentos autossabotadores costumam reforçar crenças de inferioridade, rejeição, fracasso.


Por ex.: Fulano tem a oportunidade de um emprego melhor, mas decide não mandar o currículo. Acha que "nunca seria chamado", "não sou qualificado". Ao descobrir que um colega conseguiu a vaga, Fulano confirma sua crença de que "não merece coisas boas" ou de que é "inferior aos outros", alimentando o ciclo autodestrutivo.


Dentre os principais tipos de comportamentos autossabotadores, estão: procrastinação; autocrítica exagerada; duvidar de si mesmo; abandonar projetos no final; ficar preso nas fases iniciais de projetos; culpabilização.


Para que ocorra mudança, o sujeito precisa reconhecer os pensamentos, medos e crenças individuais que desencadeiam a autossabotagem. A psicoterapia auxilia o indivíduo a entrar em contato com suas experiências, traumas e relações que podem estar envolvidos nesse tipo de comportamento. Ajudando o indivíduo a reconhecer quando e porquê ele utiliza esses mecanismos e como ele pode vir a romper estes ciclos.


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